segunda-feira, 5 de setembro de 2016

8º Postagem

Quando eu era criança costumava achar que os garotos não gostavam de mim porque eu não sabia jogar futebol, lá fui eu tentar jogar futebol (logicamente não deu certo!). No início da adolescência - aquela fase maldita de transição e puberdade - pensava que era por causa do meu corpo, que não era tão bem delineado como o das outras meninas, lá fui eu ajustar meu guarda roupas à roupas largas. Com o tempo, eu pensei ser o aparelho nos dentes, o cabelo, acreditei que algumas mudanças me tornariam "aceitável". Enfim, tirei o aparelho, pintei o cabelo, passei a me vestir como as outras meninas, tentava me comportar como elas. Era tudo o que os outros queriam que eu fosse, menos eu mesma. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Estranho Caso do Cachorro Morto



Título: O Estranho Caso do Cachorro Morto
Autor: Mark Haddon
Editora:Record
Páginas: 288
Ano: 2004


  O Estranho Caso do Cachorro Morto, conta sobre a vida de um menino chamado Christopher Boone. Christopher é autista e super inteligente, mas isso não exclui o fato de o garoto ter algumas manias diferentes. E isso só torna a história ainda mais interessante. 

sábado, 6 de agosto de 2016

 7° Postagem

Menina Mulher!


⁠⁠⁠⁠⁠  Ela é mulher! Quando acorda de manhã com a cara amassada e faz seu café, quando arruma o cabelo ou deixa ele bagunçado em um coque. Ela tem um jeito de menina; adora pirulito e usa o papel para fingir de capa, transformando em um super herói um de seus doces preferidos; é meio moleque, se pudesse se pendurava em todas as árvores que via pra comer fruta do pé (que é bem mais gostosa, convenhamos). Ela dá risada de tudo e fala de mais, tem um jeito brincalhão de quem é desentendido. Tem um riso frouxo e um estilo largado. Prefere tênis All Star à saltos e sapatilhas, as calças rasgadas e as blusas largas. Sua joia preferida é o sorriso e se der na telha ela vai de cara lavada mesmo. Ela é tão ela, meio doida, meio serene, tem rosto e corpo de menina, tem coração de criança; ama como se não houvessem marcas e retribui a dor com sorrisos. Mas vira ela do avesso e a menina dá lugar a uma mulher, as cicatrizes que ela carrega são profundas e excessivas e ela cresceu com cada uma delas. 
  Cada marca uma história, uma evolução, uma revolução; ela deixou de ser menina a algum tempo e carrega essa mulher dentro de si, com responsabilidade e sabedoria. Aprendeu que maturidade não é a forma como se veste, como fala ou como se sente feliz; maturidade é enfrentar as dificuldades com um sorriso no rosto, sabendo que a vida tem dessas coisas e logo passa. Maturidade é liberar perdão mesmo quando o outro nem merece, é amar independente do que se recebe em troca, maturidade e não deixar de ser quem se é só porque os outros querem, é se descobrir dentro de si mesma, se encontrar. Talvez com o tempo o volume do fone diminua, a forma de andar mude, as manias se desfaçam. Ela sabe que ainda tem muito o que aprender, que vai se ferir bastante ainda mas, faz tempo que deixou para trás a menina que tinha medo da dor e vergonha de ser quem se é. A mulher sabe que precisa constantemente crescer, aprender, se revolucionar; a menina nunca morrerá (inclusive, fazer do pirulito um super herói é incrivelmente divertido), é incrível ter a liberdade de ser espontânea, alegre, viva e por mais que haja uma mulher que muitas vezes precisa se sobressair, a menina sempre estará aqui, fazendo dessa mulher a delícia de ser exatamente como ela é!

-Schilickmann 

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